Coccideose, isosporose ou eimeriose
É uma das doenças
mais comuns nas aves. É causada por protozoários (micróbios) do gênero
Isospora (Coccidias ) ou Eimeria (daí os outros dois nomes que
é conhecida).
Sintomas :
Os sintomas variam conforme a gravidade da doença. Numa fase
mais branda, a correta medicação permite o rápido desaparecimento da moléstia.
Mais é preciso lembrar que, se não for totalmente erradicada, os pássaros atacados
pela ciccideose podem transformar-se em perigosos transmissores.
Pássaros adultos podem ser portadores da isosporose sem
apresentarem os sintomas da doença, porém as fezes contaminadas podem atingir outros
pássaros ou os próprios filhotes. A infecção se agrava nos filhotes
por serem mais sensíveis.
A ciccideose raramente provoca mortes rápidas. As penas ficam
arrepiadas, a ave fica abatida, há emagrecimento, o osso do peito fica bem saliente (lesões
de peito seco associado ao aumento de volume do intestino). Os olhos ficam com as pálpebras
semicerradas, um pouco inchadas, e, às vezes, purgando. Desidratação e
diarréia são outras conseqüências. Em alguns casos as fezes podem se acumular
em torno da cloaca, devido às hemorragias provocadas pela doença. As fezes apresentam-se
como estrias de sangue ou mesmo bem escuras.
Para um perfeito diagnóstico podemos utilizar os exames
parasitológicos de fezes (Willis) que nos criadouros, como prevenção, deve
ser feita a cada 6 meses.
Causas:
A coccideose é transmitida pela ingestão de oocistos dos
coccídeos que saem nas fezes das aves, e contaminam os alimentos e a água. No ambiente
externo, dependendo de condições como umidade e calor, o oocisto amadurece (em lugares
secos não se desenvolve). Esse amadurecimento leva em média três dias.
A contaminação pode ser feita através de aves
silvestres que adentram o criatório ou por partícula de fezes secas contaminadas dispersa
no ar (locais de concentração de aves: viveiros superlotados, feiras e campeonatos). A
infestação também pode ser feita através das patas dos pássaros ou
da sola dos sapatos das pessoas que circulam pelo local. Se ingerido por aves sadias, pode-se dar a
contaminação e início de um novo ciclo.
A coccideose atinge especialmente o intestino delgado e os cecos (primeira
porção do intestino grosso, fica abaixo da terminação do intestino delgado),
principalmente nos filhotes, provocando sérias hemorragias.
Tratamento :
Alopático: A base do tratamento são
medicamentos coccicidiostáticos ou coccidicidas, porém estes tratamentos devem ser
acompanhados com exames de fezes antes e depois da medicação, para analisarmos a
eficácia dos mesmos.
Podemos acompanhar o plantel com medicação de suporte
como soro da linha humana (Hidrac ou Pedyalite) ou fontes nutritivas com
eletrólitos (complexos vitamínicos associados a aminoácidos e eletrólitos -
Hidrovit ).
Qualquer tratamento ou criação que o adote deve ser vistoriada com exames de fezes
pelo menos a cada 6 meses.
A base dos medicamentos são:
Clopindol (Coccinon Vitasol –
que é o coccidex registrado no Brasil),
Toltrazuril (Baycox
é curativo, mas não permite que a ave gere imunidade para a prole),
Amprólio (Amprolbase
- preventivo) e
Sulfas (Neo-sulmetina
– Alguns médicos veterinários não indicam as Sulfas, pois causam azoospermia
(perda de espermatozóides nos machos, ou seja, infertilidade e ovos brancos) apesar de outros
garantirem que a sulfaquinoxalina e a sulfametazina sempre tem dado resultados
satisfatórios).
Todos são eficazes, desde que usados de forma estratégica
para cada princípio ativo, nas doses corretas orientadas nas bulas. Com o tempo, no entanto,
pode se manifestar resistência às drogas.
Homeopático : São medicamentos indicados
para diarréia, como Arsenicum album 6CH ; ou
Podophylum 6CH ; ou Colocynthis 6CH ; Escolha uma
medicação pela similitude, use na dose de 10 gotas em 2 litros de água, devendo
haver melhora do quadro em 48 horas; ou então, troca-se à medicação.
Fonte: Como Criar Curiós e Bicudos com Sucesso – José Mitidieri
Animais de Estimação – Pássaros – JBIG
O Criador de Bicudos e Curiós – Fernando F. M. Andrade
Como Cuidar dos Passarinhos – Paulo Eduardo M. Hobaica
Artigo encontrado na internet da Dra. Stella Maris Benez – Médica Veterinária
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